23.4.14

Pickles de legumes bem simples

 

Receita vietnamita. Ela é bem simples e rende um gostoso pickles agridoce que pode ser conservado na geladeira por até dez dias. (Comi tudo sozinha em dois!).

Daqui, visto aqui.



Pickles agridoce de legumes 


Para um vidro grande de legumes variados (cenouras, pepino, couve-flor, nabo, etc., limpos e cortados em fatias ou palitos)

Marinada:
1 x de vinagre de vinho branco ou arroz

1 x de açúcar (usei orgânico por isso o líquido ficou um pouco mais escuro)
1,5 x de água

1 c café de sal


Coloque o vinagre, a água e o açúcar e leve ao fogo, espere ferver. Retire do fogo, junte o sal, misture e espere esfriar.
Coloque os legumes preparados em um vidro grande (ou dois médios como eu, ou tupperwares), cubra com a marinada, tampe e deixe na geladeira por no mínimo uma noite antes de consumir.

Na receita original o sal é juntado aos legumes ao invés de colocado na marinada. Eles então ficam em repouso por 10 minutos antes de serem espremidos para retirar o excesso de líquido. Você também pode colocar dentes de alho inteiros descascados ou pimenta dedo de moça sem sementes fatiada ou inteira, como preferir, para dar um sabor diferente.


21.4.14

Outono

Mudança de estação. Dá para sentir que o calor está dando lugar a um pouco de frescor. Ainda bem. A jabuticabeira já deu frutos. Agora são as mexericas. As sementes de zínia que espalhei pelo quintal estão em floração. O cafeeiro também está com frutos quase maduros. Tenho dois pés plantados há milhares de anos. Tentarei fazer a colheita, secar os grãos e torrar. Obtive algumas xícaras de café assim. Mas devo estar errando em algum lugar... O café que produzi até o momento foi bem sofrível.

O post sobre a Fazenda Yamaguishi fez com que alguns questionassem o fato de as galinhas serem dadas para instituições de caridade e comunidades carentes ainda vivas. Consideraram um fim cruel. Quando ouvi o Romeu contar isso, achei bem razoável. As galinhas são bem tratadas e, ao final, beneficiam outras pessoas. Parece que galinhas de propriedades com selo orgânico, não podem ser empregadas como poedeiras por muito tempo. Qual a solução? Soltá-las? Não comer ovos?

Eu não sou vegetariana e, no meu ponto de vista, os animais devem ser tratados da melhor forma possível e consumidos com gratidão.

 

18.4.14

Bolo de chocolate (em forma de cupcake)


Receita postada pelo Richie, que faz sobremesas arrasadoras, esta não é exceção, fez muito sucesso blogosfera afora e achei que era uma boa época para testá-la. 

Fiz metade da receita da massa e assei em uma forma de muffin de seis buracos. Deu certinho, só devia ter untado melhor porque ela cresceu um bocado e grudou um pouco no fundo. Também fiz metade da receita de glacê, usado só na cobertura. Ficou gostoso, a massa é ótima, mas achei o glacê meio enjoativo, gosto mais de glacês à base de cream cheese. (De qualquer forma, bolo de chocolate nunca foi meu favorito).


Uma de nossas últimas aquisições. Um moedor de café manual para fazer par com nossa cafeteira retrô. Usava um moedor elétrico de lâmina que também serve para moer temperos para moer os grãos de café, mas era difícil acertar a moagem com ele. O manual exige paciência e trabalho braçal, mas cumpre o serviço. Quanto à máquina de espresso, ela é bonita, mas o café é apenas razoável, está longe de produzir a crema dos meus sonhos... rs

Passo a receita do bolo inteiro e uma trilha sonora para o final de semana, acho que já postei Cigarettes and Chocolate Milk do Rufus Wainwright antes, mas vira e mexe, gosto de ouvi-la outra vez:






Bolo de Chocolate

[rende um bolo de duas camadas com 20cm de diâmetro e 10cm de altura. Você vai precisar de 2 fôrmas redondas de 20cm de diâmetro].

Para a massa:
1 e 3/4 xícaras de farinha de trigo;
2 xícaras de açúcar;
3/4 de xícara de cacau em pó de boa qualidade;
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio;
1 colher de chá de fermento em pó;
1 colher de chá de sal;
1 xícara de buttermilk*;
1/2 xícara de óleo vegetal;
2 ovos;
1 colher de chá de extrato de baunilha;
160ml de café espresso quente [ou um café forte, feito com café solúvel].


Para o recheio e cobertura:
240g de chocolate meio amargo picado (use um chocolate de boa qualidade com alta porcentagem de cacau)
300g de manteiga [sem sal] em temperatura ambiente;
1 gema de ovo grande [como a cobertura não é cozida e gema crua pode não ser legal, você pode trocar por 3 colheres de sopa de leite, ou creme de leite fresco];
1 e 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha;
1 e 1/2 xícaras mais 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro peneirado;
1 e 1/2 colheres de sopa de café solúvel;
3 colheres de sopa de água quente.



Preparando a massa:
Corte 2 círculos em papel manteiga, de 20cm de diâmetro cada. Unte as fôrmas com manteiga. Forre o fundo de cada uma com os círculos de papel manteiga e unte o papel manteiga. Enfarinhe as fôrmas, tirando bem o excesso. Reserve.
Preaqueça o forno a 170 graus.
Em uma tigela grande misture bem, com um fouet ou na batedeira em velocidade baixa, a farinha, o açúcar, o cacau, o bicarbonato, o fermento e o sal. Em outra tigela misture o buttermilk, o óleo, os ovos e a baunilha. Incorpore, aos poucos, a mistura de líquidos à mistura de sólidos, sem bater. Adicione o café quente e mexa até incorporar.
Divida a massa nas duas fôrmas preparadas e asse por 35 minutos, até que enfiando um palito no centro ele saia limpo.
Deixe os bolos descansarem dentro da forma por 30 minutos, então vire-os e deixe que esfriem completamente. Retire com cuidado o papel manteiga.


Prepare o recheio:
Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. Mexa para uniformizar e espere chegar na temperatura ambiente. Reserve.
Na batedeira, em velocidade média, bata a manteiga até que ela fique clara e cremosa. Adicione a gema, a baunilha e bata por 1 minuto, lembrando de raspar as laterais da tigela. Em velocidade baixa adicione o açúcar de confeiteiro peneirado e bata por mais 1 minuto.
Em uma tigelinha, dissolva o café solúvel na água quente.
Incorpore aos poucos o chocolate derretido e o café dissolvido no creme de manteiga.


Montando o bolo:
Sobre o prato de servir coloque um dos bolos, com o lado reto [onde estava o papel manteiga] para cima. Com uma espátula distribua um terço do creme e cubra com o outro bolo, esse com o lado arredondado para cima. Cubra as laterais e o topo com o restante do creme.
Deixe gelando por pelo menos 1 hora antes de cortar. Ah, e se você fizer na véspera, mantenha na geladeira, mas retire 1 hora antes de servir.


*Sempre que faço manteiga retiro o buttermilk e congelo - é esse que uso nessa receita. Porém existem métodos caseiros de se preparar buttermilk:

_para 1 xícara de leite adicione 4 colheres de chá de suco de limão ou vinagre branco. Deixe descansar em temperatura ambiente por 10 a 15 minutos, até ficar com a aparência de leite talhado;
_ em uma xícara de medida coloque duas colheres de sopa de iogurte ou coalhada, e complete até a medida de 1 xícara com leite.

16.4.14

Quiabo com vinagrete de cebola roxa


Quiabos limpos cozidos no vapor até ficarem macios, mas ainda firmes, e um vinagrete feito com cebola roxa, suco de limão, azeite e sal. 

15.4.14

A situação está feia...

Retornei ao hospital ontem para avaliar a clavícula e ele estava lotado de gente aguardando atendimento e resultados de exame por suspeita de dengue. Levei mais de uma hora só para ser atendida na recepção. Depois disso, foi bem rápido, passei pelo ortopedista e fui ao raio-X. O interno que me atendeu disse que posso ficar mais uma semana com a tipoia porque ainda tenho um pouco de dor, mas decidi tirar e ver no que dá. É meio dolorido pela manhã, mas suportável. O raio-X não mostrou nada como da primeira vez, questionei esse fato e disse que o Dr. E., o professor dele, falou que havia uma fratura. Sua resposta foi: " Se o Dr. E. falou, então tá falado". Diagnósticos médicos são frustrantes. Apesar dos avanços, às vezes acho que a medicina ainda tateia em várias áreas.

Voltando à dengue, a situação está feia na minha região. O. até fugiu da sala de espera e foi para um lugar mais vazio, não que houvesse mosquitos sobrevoando a sala, mas ele ficou inquieto com aquele mundo de gente de olhos fechados encostado nos sofás. Ele toma anticoagulantes e não pode nem sonhar em ter dengue. Não ouvi falar em casos perto de onde moro, mas, em algumas épocas do ano, há uma quantidade enorme de mosquitos do lado de fora devido à proximidade do rio e do brejo. Teremos que tomar mais cuidado...

14.4.14

Fazenda Yamaguishi - Jaguariúna - SP


Faz alguns anos que compro orgânicos da Fazenda Yamaguishi, gosto muito das verduras que chegam frescas e dos ovos (mas não consumo exclusivamente orgânicos em casa, sou bem flexível nesse sentido, não demonizo a monocultura e a indústria alimentícia, acho que é preciso fazer escolhas que atendam às necessidades de cada um de forma consciente).

Desde o ano passado eu recebia e-mails avisando sobre essas visitas de um dia para conhecer a propriedade. As inscrições esgotam rápido, três dias e já era, perdi o prazo na primeira vez e, em outra ocasião, viajei e não deu certo. Finalmente consegui ir no último domingo, com o braço na tipoia para variar. 

Foi bacana ver como as verduras que consumo são produzidas e conhecer pessoalmente as galinhas que botam os ovos que chegam em casa. Há toda uma filosofia de vida por trás do funcionamento da fazenda, uma comunidade que prioriza o respeito pela natureza e o bem-estar de todos os seus moradores (mas essa parte "filosófica" não chegou a ser aprofundada durante a visita). 

Chegamos às 9h30, esperamos os outros participantes, vimos a estufa de verduras e vegetais, passamos pelas plantações e nos dirigimos à granja onde observamos os pintinhos e recolhemos ovos, bem, eu só fiquei olhando... 

Houve uma breve roda de discussão para quem quisesse fazer perguntas e depois um almoço com produtos da fazenda. Comida simples e com sabor caseiro. Ao final, é possível fazer uma feirinha. Como já tinha feito a compra da semana, fomos embora mais cedo. O. estava cansado de andar debaixo do sol  (falta de hábito, sabem como é...).

Os campos não estavam em seu melhor momento, a falta de chuvas tem afetado a produção, mas havia verduras e alguns vegetais nos pés. A parte da granja é relativamente grande. Os galinheiros têm espaço para as aves ciscarem e uma área coberta onde podem botar os ovos e se abrigar. Eles são limpos e as galinhas estão com muito boa aparência. Segundo o Sr. Romeu, que nos mostrou a propriedade, quando as galinhas atingem uma determinada idade/ciclo produtivo, elas são doadas vivas para comunidades carentes ou instituições de caridade.

A fazenda fica em um lugar muito agradável e recebe pessoas interessadas em fazer estágio, especialmente alunos de agronomia, o problema é que a demanda é grande. 

De tempos em tempos, eles organizam cursos nos quais os participantes são convidados a se recolher para examinar a si  mesmos, um tipo de "retiro" sem a parte religiosa. Eles também recebem grupos de crianças e jovens que podem fazer novas amizades e ter contato com a terra e com os animais. (Tive um colega que contou que sua mãe o inscreveu em um desses eventos. Ele não gostou muito, pois tinha que acordar cedo e ajudar com o serviço da fazenda, mas a mãe dele adorou, pois ele voltou comendo tudo o que não comia antes).

Tenho a impressão de que a fazenda organiza as visitas três ou quatro vezes por ano, sempre aos domingos. Quem quiser ser avisado sobre a próxima vez pode se cadastrar aqui. Se participar, vá preparado para andar na terra e entrar nos galinheiros. Chapéu e botas não são má ideia.

Espinhos da pupunha
pupunha
quiabo
pintinhos fofos

galinheiros
elas acharam que iriam receber comida e se amontoaram na frente do galinheiro


9.4.14

Bolo integral de bananas, aveia e ameixas secas


Entrei na quarta semana após a fratura na clavícula e finalmente sinto que estou melhorando, a amplitude dos movimentos do braço aumenta pouco a pouco. É tão frustrante não conseguir levantá-lo ou estendê-lo para onde quero! Dormir só de um lado ou com a barriga para cima também não é nada agradável. Mas bem, estou na fase da resignação, já fiquei com raiva de mim mesma por ter caído por descuido e depois chateada, agora chega. Volto ao médico na próxima semana e veremos se ele me libera da tipoia. 

Até fiz um bolo hoje. Parece que só como bolo de banana, mas deve ser verdade mesmo. Costumo comprar bananas para alimentar os pássaros e, como elas amadurecem ao mesmo tempo, tenho que dar um jeito de acabar com aquelas que sobram.

O bolo é gostoso. Dá para variar bastante.




 Bolo integral de bananas, aveia e ameixas secas
 

6 bananas
3 ovos
1/2 xícara de chá de leite desnatado
1/2 xícara de chá de óleo
1 xícara de chá de açúcar mascavo
6 ameixas secas sem caroço
1 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de aveia
1 colher de sopa de fermento
Canela em pó a gosto



No liquidificador, bata 1 banana, os ovos, o leite, as ameixas e o óleo. Acrescente o açúcar e bata mais um pouco. Em uma vasilha, coloque a farinha de trigo, a aveia e o fermento. Junte a mistura do liquidificador e mexa bem.

Coloque metade da massa em uma forma quadrada untada e enfarinhada, as 5 bananas restantes cortadas em rodelas e salpique com canela. Cubra com o restante da massa e leve ao forno pré-aquecido.

Sugestões: O recheio pode ser uma mistura de banana e maçã.

31.3.14

O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação - Haruki Murakami


Na época do colégio, Tsukuru Tazaki pertencia a um grupo de amigos muito unido em Nagoya, cidade onde cresceu. Três rapazes e duas garotas. Com exceção de Tsukuru, todos os demais possuíam o ideograma de alguma cor em seu sobrenome e algum talento que os distinguia. Kuro era a garota de língua afiada que gostava de escrever; Shiro era a pianista. Ao era o esportista e, Aka, o intelectual. Por isso, Tsukuru não conseguia deixar de sentir que ele era o "incolor" do grupo, sem nada que o distinguisse de alguma forma. Após o colégio, ele é o único que deixa a cidade e vai a Tóquio para prosseguir os estudos, mas ele retorna sempre que há algum feriado para rever os amigos. 

No segundo ano de faculdade, algo inexplicável ocorre, ele retorna para a casa dos pais em Nagoya e nenhum de seus amigos atende suas ligações. Ao final,  Kuro pede que ele pare de ligar, pois nenhum deles iria mais vê-lo. Tsukuru fica chocado e não consegue explicar o motivo desse rompimento repentino de relações. Ninguém lhe explica nada e ele retorna a Tóquio em estado de choque. Ele tenta esquecer o que ocorreu mergulhando nos estudos, termina a faculdade de engenharia e encontra um emprego em uma construtora de estações de trens da capital. Dezesseis anos se passam, mas a dor continua viva. Uma namorada acha que seu passado impede que ele se envolva com outras pessoas e atrapalha seus relacionamentos. Ela o  aconselha a procurar os antigos amigos para pedir explicações e esclarecer esse episódio de seu passado. 

Este é o enredo do último livro de Haruki Murakami, a tradução para o inglês deve sair no segundo semestre.

Pensei em comprar o original, mas o dólar subiu e desisti. Consegui uma tradução em alemão e foi a que li. Demorei para terminar. Achei arrastado, parava, voltava. (Fraturar a clavícula até que me ajudou a colocar algumas leituras em dia). Tinha esperanças de que o livro fosse melhor do que 1Q84, mas Murakami parece ter perdido o seu "jazz". Achei muitas coisas repetitivas, tive a impressão de que ele recolheu alguns pedaços de textos, algumas ideias já usadas aqui e ali, e criou um romance. Ou, como mencionei antes, talvez seja eu que não me identifique mais com os seus protagonistas trintões, solitários, pouco assertivos e que lamentam a perda de algo irrecuperável.

Apesar disso, ainda consegui me identificar com alguns pontos do romance. Também fazia parte de um grupo de amigos, três garotas e dois rapazes, no qual me sentia muito à vontade. Amava cada um deles de uma forma que só é possível na adolescência. Também nos afastamos quando entramos na faculdade. Nós nos víamos cada vez menos até perdermos totalmente contato. Mudamos, fizemos escolhas e seguimos caminhos diferentes. Sobraram lembranças e talvez alguns ressentimentos. Tsukuru, como eu, tem 36 anos quando vai ao encontro dos antigos amigos e descobre o que ocorreu com cada um deles. Às vezes, fantasio como seria o reencontro de nosso grupo... Provavelmente seria estranho. (Se algum de vocês ler este blog, espero que esteja bem e que, na medida do possível, esteja satisfeito com sua vida, pois sei que ela não saiu exatamente como imaginávamos. Saiba, também, que vocês sempre ocuparam um lugar importante em meu coração).

28.3.14

Bolo integral de banana com mel


Receita que estava entre os rascunhos. Bolinho simples de banana e farinha integral. Mel no lugar do açúcar.




Bolo integral de banana e mel

1/3 x de óleo de coco ou outro óleo vegetal
1/2 x de mel
2 ovos
1 x de bananas amassadas
1 c chá de essência de baunilha (não usei)
1/2 c rasa de chá de sal
1/2 c chá de canela em pó
1 3/4 x de farinha de trigo integral (os 3/4 foram de farinha normal, pois a integral acabou)
1 c chá de bicarbonato de sódio
1/4 x de água quente


Preaqueça o forno à 165 C e unte uma forma de bolo inglês.

Misture o óleo e o mel, adicione os ovos e bata bem. Junte a banana, a baunilha, o sal e a canela e, por fim, a farinha. Misture muito bem. Adicione o bicarbonato à água quente em um copo, junte à massa. Misture até incorporar e coloque a massa na forma. (Não sei qual é o efeito de misturar a água e o bicarbonato, se é realmente necessário, mas o bolo cresceu).

Asse por 60-65 minutos ou até que um palito inserido em seu interior saia limpo. Espere esfriar por 5 minutos antes de desenformar e mais 30 min para fatiar.




24.3.14

O galo e a clavícula


Parece título de novela. E, de certa forma, talvez seja.

Essa é a foto do galo que mencionei antes, acho-o bonito. O vizinho transformou a antiga casinha de cães junto à cerca em um galinheiro. Ele fica a 15 m da janela do nosso quarto. Minha clavícula continua dolorida e tenho a impressão de que a dor piora quando me deito, não encontro posição e, quando finalmente estou dormindo, o galo começa a cantar. Ele canta várias vezes seguidas, com intervalos, a partir das 4h, e nos acorda. Não tenho nada pessoal contra o galo, ele faz só o que é de sua natureza. Gosto de ouvir galos cantando, mas à distância, não ao pé do ouvido, nem quando dormir me faz esquecer da dor e da frustação de não poder fazer uma porção de coisas. Segundo o síndico, o regimento do condomínio não diz nada a respeito e ele me aconselhou a conversar com o vizinho. Bem, este não mora na casa, aparece só nos finais de semana, passa uma ou duas noites e vai embora, então, deixei uma carta explicando a situação na portaria na qual dizia que ele não precisava se desfazer da ave, mas que o galinheiro ficava muito próximo do nosso quarto. A família veio no sábado, esperei que eles tivessem tempo de ler a carta e fui até a cerca quando vi o dono no quintal. Ele pediu desculpas, disse que conversaria com a esposa e estudaria passar o galinheiro para a parte da frente do terreno (algo que sugeri). Não sei quando esse galinheiro novo ficará pronto, até lá, acho que teremos que aguentar.

No mais, penso em ir ao hospital amanhã para saber se essa dor é normal, se não deveria estar diminuindo. O médico mais experiente - chamado pelo mais jovem, que parecia perdido para dar um diagnóstico - foi tão otimista que me deixou com a expectativa de abandonar a tipoia já no final desta semana e não vejo isso acontecer.

Por hoje chega de escrever com a mão esquerda e novamente peço desculpas pelas reclamações, como sempre.